Setembro amarelo nas empresas

Setembro Amarelo: Como apoiar sua equipe?

23 setembro 2022Natalia Figueiredo

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No trabalho ou com os amigos, a sensação é que de que todo mundo tá mal.

E essa percepção não é à toa, 30% dos profissionais sofrem da Síndrome de Burnout no Brasil; 47,3% dos trabalhadores apresentaram sintomas de ansiedade e depressão durante a pandemia. Desse total, 27,4% apresentam os dois distúrbios ao mesmo tempo.

Por que será que chegamos a esses números? Primeiro, vamos entender o que é essa síndrome e que sintomas a permeiam.

O que é síndrome de burnout?

Apesar do nome estrangeiro, o burnout pode ser traduzido como esgotamento. E manifestado tanto físico quanto mentalmente. Um distúrbio emocional que leva a uma grande exaustão, especialmente em situações que exigem muita responsabilidade e/ou competitividade em uma rotina de trabalho desgastante. 

A síndrome pode se manifestar de muitas maneiras, por isso é importante estar atento aos sinais como:

  • Isolamento dos colegas de equipe;
  • Dificuldade para se concentrar;
  • Mudanças bruscas de humor;
  • Agressividade e irritabilidade;
  • Ansiedade e depressão;
  • Ausências no trabalho;
  • Lapsos de memória;
  • Baixa autoestima;
  • Estresse crônico;
  • Fadiga extrema;
  • Pessimismo.

Além desses males, a doença também traz incômodos físicos, como cansaço, dores musculares, dor de cabeça e enxaqueca, sudorese, pressão alta, palpitação, crises de asma e problemas gastrointestinais. O Brasil é o país em 2º lugar no ranking de trabalhadores com essa síndrome.

Setembro amarelo, hora de olhar esse problema de frente.

A boa notícia é que os sintomas podem ser identificados muito antes de a síndrome se instalar no funcionário. Por isso, neste setembro amarelo convidamos a todos a reconhecer os 3 componentes que geram esse problema para trabalhá-los o quanto antes:

  • Exaustão: é o sintoma principal e inclui fadiga profunda física, cognitiva e emocional. Atrapalha a capacidade de o indivíduo cumprir suas atividades e ter sentimentos positivos sobre o que faz. Isso pode vir da necessidade de estar sempre disponível, ou seja, da cultura organizacional 24/7. Além disso, a pressão intensa sobre as equipes e a sobrecarga de trabalho são fatores relevantes;
  • Cinismo: também entendido como despersonalização, mostra a ruína do engajamento. O trabalhador começa a ficar psicologicamente distante do trabalho. Isso significa que ele se sente isolado e negativo, em vez de estar comprometido com seus projetos e colegas. Geralmente, é resultado da sobrecarga, mas também pode ser derivado de muitos conflitos, falta de participação no processo decisório e injustiças;
  • Ineficácia: gera a sensação de incompetência e a falta de alcance de objetivos e de produtividade. O funcionário passa a ter medo de não conseguir colaborar, nem atingir o que é esperado. Tende a piorar, porque a pessoa se sente desconectada.

Por todos esses motivos, é importante criar estratégias para engajar os funcionários e aumentar a qualidade de vida no trabalho. Assim, o tripé do burnout pode ser evitado.

É possível ter burnout fora do trabalho?

Nem todos esses malefícios vão estar associados unicamente ao ambiente corporativo. É possível que as pessoas tenham questões pessoais que também estejam desencadeando esse esgotamento.

É impossível dissociar totalmente as questões do dia a dia, família e trabalho. Por isso reuniões individuais, como 1:1 (one on one) são importantes para identificar os pontos de atenção e possibilitar o entendimento do momento que cada pessoa vem enfrentando

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