Soft Power: o que é e por que ele é importante no Marketing?

28 fevereiro 2023Juliana Portella

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Entenda como esse conceito pode ser seu aliado 

Muito tem se falado de um conceito fundamental no mundo moderno: o Soft Power.  Um termo, diversos significados: a palavra traduzida para o português pode ser entendida como poder brando, poder suave ou poder de convencimento. Segundo pesquisas na web, esta é uma expressão cada vez mais buscada e usada para descrever a habilidade indireta de moldar desejos e preferências através da cultura e política. Desenvolvido pelo professor de Harvard, Joseph Nye, nos anos 1990 como “a capacidade de conseguir o que você quer, atraindo e convencendo os outros a adotar seus objetivos”.

Para Nye, existem outras formas de atrair pessoas para uma causa, seriam elas o poder suave mencionado acima, através de recompensa e a forma bélica, ou seja “tiro, porrada e bomba”.

E o que isso tem a ver com marketing?

A principal ilustração deste conceito é a sua capacidade de atrair e convencer sem o uso da força. Assim como as relações de poder mudam as estruturas políticas, a influência e a opinião de pessoas próximas alteram o consumo. A identificação cultural é um dos grandes motivadores para que se estabeleçam relações duradouras entre marcas e públicos, os quais passam a chancelá-las e defendê-las em seus círculos de convivência.

Não é segredo que as empresas querem que suas marcas sejam poderosas. Por isso, é natural falar sobre poder, autoridade, quando você discute estratégia de marketing e elabora seu plano de marketing

Este assunto está tão em alta que é o tema da edição deste ano do Rio2C , o maior evento de criatividade da América Latina que reúne grandes nomes do mercado audiovisual, da música e da inovação. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o criador do evento, Rafael Lazarini, revelou que acredita que o Brasil tem grande potencial para se beneficiar das estratégias de soft power e por isso a escolha do tema: “A cada edição adotamos um tema que direciona os trabalhos. 

“Em 2023, o soft power será a nossa bússola. Trata-se de um artifício de construção de uma ideia a longo prazo, de forma subliminar. Vivemos na era da influência e o Brasil é um celeiro infinito de ativos para o uso dessa estratégia. A floresta amazônica, por exemplo, é um símbolo com enorme potencial para a construção da imagem do país, assim como a cultura e a diversidade do nosso povo”, afirma Rafael Lazarini, idealizador, fundador e CEO do Rio2C.

Mas o que torna o conceito tão poderoso?

O hard marketing normalmente se refere a um ato direto e mais agressivo de vender, enquanto o soft marketing é definido como algo que tem uma natureza despretensiosa e organicamente leva ao ato desejado – que, neste caso, é “vender” um produto.

Tem muita relação com uma boa gestão de marca de uma empresa, cujo  objetivo é constante torná-la mais desejada e positiva na mente de clientes e do público geral. Não são só produtos e serviços que vendem, mas seus propósitos e outros  atributos conseguem definir como uma empresa será vista pelo consumidor e se conectar a cada um, criando um relacionamento. Transmitir personalidade e dar credibilidade à sua marca são apenas alguns pontos do papel do branding

Como o soft power pode ser aliado da minha estratégia de marketing?

O Soft Power Marketing é uma forma de atrair por meio de uma diplomacia eficaz que envolve não apenas a propaganda, mas um conjunto de ativos intangíveis, como cultura, valores e crenças, bem complementados por ativos tangíveis de comunicação. 

Essencialmente, o soft power aplicado ao marketing diz muito sobre um método sutil que se concentra no desenvolvimento de relacionamentos, em vez de lançar agressivamente seu produto para um público desconectado. Mais do que frequência e ações de venda, o marketing e a propaganda hoje precisam ser construídos em cima de atração e confiança. 

Pense nisso – o Google é uma grande marca que basicamente tem entre seus serviços ser um buscador. Mas já se tornou um verbo e um substantivo nos dicionários. 

Na verdade, uma pessoa precisa se esforçar muito para não saber o que essa marca é. E  não estamos falando somente do uso rápido e funcional do seu mecanismo de busca – seu principal serviço com foco na experiência do usuário ajuda a definir o gigante como uma marca, “comece com um ótimo produto que atenda a uma necessidade humana” –  mas o relacionamento que constrói diariamente com seu público e os níveis de confiança que organicamente acompanham esse relacionamento que ilustram seu “soft power”.

Quando você cria um relacionamento orgânico com seu público e aprende o que eles precisam, você pode “sugerir” seu produto de uma maneira que soe como “conselho amigável” e o Google então nos sugere anúncios de vendas. Como não confiar em uma rede de buscas com todos esses atributos?

Sendo assim, ter soft power marketing pode fazer toda a diferença para o sucesso de uma marca, o convencimento de seus públicos e o fortalecimento de sua rede de relacionamentos.

E você, busca uma conexão emocional com os públicos da sua marca antes de fazer uma venda? 


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